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Por: Claudio Holanda

 

EDITORIAL - Fale com o presidente

 

Abrindo um Editorial que estaremos publicando toda semana, não poderia deixar de levá-los a uma viagem no tempo, para mostrar a importância do trabalho de nosso Conselho, junto a toda comunidade brasileira e angolana no país. É importante, para enfatizarmos o trabalho a que nós nos propomos realizar. Vamos lembrar de como tudo começou:


A história nos mostra que a descoberta das terras brasileiras por Portugal, foi uma saga, que começou com a necessidade de se desbravar um território, cujo tamanho era desconhecido e suas implicações para se fazer uso de suas terras, explorando seu potencial de riqueza, além de habitá-lo, para sua defesa. Primeiro pensou-se em utilizar a população indígena para tais objetivos. Usar este povo na colonização não foi tão fácil como se esperava. Então a coroa portuguesa, que tinha uma país africano como colonizador – Angola - resolveu “exportar” escravos para a terra conquistada, chamada na descoberta de Monte Pascoal, depois Ilha de Vera Cruz e após Terra de Santa Cruz. O nome Brasil só foi adotado definitivamente às terras, depois que acharam uma valiosa madeira, chamada pau-brasil.


Porque contamos sobre o descobrimento do Brasil? Porque foi o início da união de dois povos: Brasil e Angola. Tudo começou com uma triste iniciativa de Portugal, de trazer para a nova terra descoberta angolanos, que seriam usados como escravos, em 1550, pelo tráfico que se encerrou apenas em 1850, enquanto a escravidão acabaria apenas em 1888.


Os primeiros angolanos aportados no Brasil, habitaram terras onde hoje é o Estado da Bahia, segundo relatam os compêndios. Não é por acaso que o baiano possui muitas das características do povo angolano, que influenciaram na sua forma melódica no falar, além da imensa criatividade musical, que contagia até hoje a alegria de seus habitantes. Mas esta influência também se espalhou pelo nosso país, produzindo características bem definidas em praticamente todos os Estados.


E é por todas essas razões, que a história nos lembra, que hoje, nós que nos tornamos metade brasileiro e metade angolano, podemos dizer, nos preocupamos, com quem consideramos nossa gente, não importando onde tenha nascido.


E é exatamente por isto que foi criado em inúmeros países um Conselho, que, como o nosso, tem como objetivo dar assistência não só a brasileiros, como também a angolanos, por miscigenação, que vivem neste país.


Então, nossa preocupação vai muito além da assistência psicológica e até religiosa. Nos preocupamos com o bem-estar e dos direitos de cada um desses indivíduos, indiferente de credo, etnia ou condição social. Nós estamos neste Conselho para servir a todos, em qualquer situação que se apresente ou a Província em que esteja.


Nosso lema é oferecer um Conselho por todos e para todos.